Identifique seu cão com um olhar atento à segurança
Nossos cachorros são nossos bebês de quatro patas: os bichinhos mais fofos desse mundo, parte da família, nossa vida. Eles são super inteligentes, mas, ao mesmo tempo, são como crianças inconsequentes. Não têm noção do perigo — por isso, cabe a nós cuidar deles com a mesma atenção que temos com uma criança.
Aqui eu vou falar especialmente sobre coleiras de identificação, para te orientar nos cuidados que você deve ter no seu uso. A coleira de identificação é uma grande aliada na segurança do seu cão em caso de fuga, mas, para que ela seja realmente segura, é importante levar em conta alguns pontos:
• o temperamento do seu cão;
• o ambiente em que ele vive;
• as pessoas e outros animais com quem ele convive;
• as situações do dia a dia que podem representar riscos ou imprevistos.
A partir disso, você consegue decidir qual modelo de coleira é mais adequado e como ela deve ser usada (o tempo todo, só em determinados momentos, apenas para passeios, e assim por diante). E sobre os modelos de identificação falaremos em outro post.
Coleira o tempo todo… ou nem sempre?
Em condições ideais, todo cão ficaria identificado 100% do tempo. É tranquilizante saber que, se ele escapar por qualquer motivo, alguém consegue te ligar na mesma hora.
Mas a realidade é que nem todo cachorro se adapta a usar coleira o tempo todo. Alguns ficam muito incomodados, tentam tirar, podem se estressar ou até se machucar no processo. Nesses casos, é importante respeitar o limite do animal e pensar em como e quando a coleira deverá ser usada.
Atenção ao ambiente e aos riscos
Um ponto essencial a ser analisado é o ambiente em que o cão circula. Se o seu cachorro é muito agitado, vive em espaço aberto, quintal grande ou costuma ficar solto, vale observar se existem lugares em que a coleira pode enroscar, como:
• cercas,
• pontas de grades,
• portões,
• galhos,
• estruturas de playground ou objetos no quintal.
Se houver esse risco, é importante avaliar se a coleira é adequada para aquele contexto ou se é melhor usá-la apenas em momentos específicos, como passeios ou quando ele estiver sob supervisão.
Convivência com outros cães
Se o seu cão convive com outros cães — seja em casa, parques ou outros ambientes — observe como são as brincadeiras entre eles.
Conviver com os aumigos é ótimo, mas muitos cachorros têm o hábito de morder a coleira do outro durante a brincadeira. Isso, que parece algo inocente, pode se transformar em uma situação perigosa se uma mandíbula se prender à coleira ou se ela apertar o pescoço do cão. Atenção especialmente quando seu cão está com outros cães cujo temperamento você não conhece bem, pode ser mais seguro retirar a coleira em certos momentos de interação, principalmente se não houver supervisão próxima.
Segurança em primeiro lugar
Acredito profundamente na importância da identificação; mas acima de tudo o seu cão precisa estar bem e seguro.
Se, por qualquer motivo — seja desconforto, risco de enroscar, convívio com outros cães mais imprevisíveis ou outra situação específica — a coleira representar um risco para ele, o melhor é que ela não seja usada nos momentos em que ele não está sendo monitorado.
Observe sempre:
• o temperamento do seu cachorro,
• como ele reage ao usar a coleira,
• como outros cães interagem com ele e com a coleira,
• como é o ambiente em que ele está.
Esses cuidados ajudam muito a reduzir a chance de acidentes e sustos.
Cuide de quem te ama incondicionalmente
Identificar é um ato de amor, e observar, adaptar e priorizar a segurança também é. Mantenha seu cachorro sempre o mais seguro e confortável possível. Cuide de quem te ama de forma mais pura e incondicional — porque, para eles, nós somos o mundo inteiro.
por Juliana Paixão ♥